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(in)temporalidades

Ana Leal
Christiane Hoffrichter
Cláudia Lyrio
Edilson Rodrigues da Silva
Panso
Mari Gemma
Pérola Pessoa
Renata Danicek
Sonia Wysard

(in)temporalidades

Quando pensamos em realizar um percurso, geralmente nos auxiliamos de mapas e calendários. Mas mapas objetivos não revelam a cartografia dos afetos que encontraremos ou construiremos no caminho. E o calendário não revela que o tempo pra tomar um cafezinho debatendo sobre os projetos vai se estender e precisar continuar por correspondência – nem que seja virtual em mensagens que se sobrepõem no grupo da rede social. Não revela o GPS o caminho que teremos de traçar. Não revela as estradas que estarão obstruídas, as internets caídas, os contornos, os desvios, as costuras equivocadas, os buracos que não deveriam estar no papel, a dobra errada, as dúvidas perante as bifurcações: que papel escolher? caixa ou envelope ou mala? qual costura para encadernar? preciso costurar? O relógio não anuncia se haverão noites em claro nem o peso que terão os minutos quando se somarem os cansaços.

Para os antigos gregos, o tempo – Chronos – era um titã (mais poderoso e antigo que os deuses). Para além do tempo cronológico, todes temos a oportunidade de nos deparar com o tempo cíclico dos processos, a sensação de tempo expandido e diminuto, o tempo correndo em outra velocidade dentro de nós. O tempo de imersão nos projetos, para só depois trazer algo ao mundo, nem sempre é o tempo que o mundo nos dá para mergulhar. Observando o que foi partilhado durante o curso, cada participante teve a oportunidade de sentir o prazer de voar nas asas de Kairós, deus do tempo oportuno. Entre tantas temporalidades com as quais nos deparamos nesse processo – as que findam e as que parecem não findar – decidimos registrar esse momento como uma oportunidade que foi agarrada por nós para nos expressarmos e nos apropriarmos de diversos saberes partilhados, mas também para nos lembrarmos de estar atentes para, ao avistar Kairós, pular em suas costas para voar novamente, porque oportunidade perdida não retorna.

Que bom seria se não precisássemos de mapas ou calendários. Por outro lado, quando seria o alinhamento dos planetas de todos os participantes para exporem o resultado de seus trabalhos se não houvesse uma data?

Ah! A data da exposição é 9/07/22 na Lovely House, casa de livros que fica na cidade de São Paulo. Que seja tempo oportuno para nos encontrarmos lá!

Pérola Pessoa – artista participante com o livro Composteira de Afetos 
– junho de 2022

Lives com os autores participantes da exposição:
→ Instagram @dobrasdesi

13/06 segunda-feira
18:30h – Christiane Hoffrichter, livro DEVIR
19:15h – Pérola Pessoa, livro Composteira de Afetos

14/06 terça-feira
18:30h – Renata Danicek, livro Nostalgia
19:15h – Edilson Rodrigues da Silva, livro INVENTARIO

15/06 quarta-feira
19:15 – Panso, livro Em busca das cores esquecidas

16/06 quinta
18:30h – Mari Gemma, livro Tribo Luminescente

Conversas com convidados especiais:
→ Canal Youtube Dobras de Si
21/06 terça-feira – 19:00h – Amir Brito Cadôr
22/06 quarta-feira – 19:00h – Fabiola Notari
23/06 quinta-feira – 19:00h – Daniela Moura

Exposição presencial:
Lovely House
09 de julho de 2022 – sábado
Rua Augusta, 2690, #329
Galeria Ouro Fino – segundo andar

livros

LENDO IMAGENS
SONIA WYSARD

Lendo Imagens parte do princípio de que toda imagem tem uma comunicação. As abstrações não são gratuitas, e por trás delas pode haver diversas interpretações. Os trabalhos foram ordenados num certo ritmo, mas não necessariamente numa narrativa. O livro original foi formado por 18 pinturas e monotipias que alternam movimentos suaves, estáveis, silenciosos com movimentos ruidosos, tensos e oscilantes. O interesse da artista pela natureza, presente em seu percurso de vida, se confluem em seu fazer artístico. Claro e escuro que se relacionam dentro de um jogo que em cada trabalho, seja por sobreposição, transparência ou contraste, criam uma multiplicidade de espaços na superfície bidimensional. A tiragem é de 10 exemplares, todos costurados à mão com costura japonesa, sendo que as capas são pintadas pela artista.

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Especificações técnicas:
Capas: pintura acrílica sobre tela de algodão.
Miolo: pinturas e monotipias sobre papel Canson 160g/m² e papel vegetal 90g/m².
Apresentação: O livro foi costurado por costura japonesa, enrolado e envolto por folha de acetato e preso por elástico.
Dimensões: fechado: 30×43 cm e aberto 30×80 cm

Sobre a autora:
Natural de São Paulo, reside e trabalha no Rio de Janeiro. É pintora, gravadora, pratica amadorismos em fotografias da natureza, é bióloga de formação. Sua formação artística se iniciou em 2007 na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, através de cursos e oficinas diversas. Desde então tem participado de várias exposições coletivas e realizado quatro exposições individuais.

@soniawysard.portfolio
www.soniawysard.com

inventario
edilson rodrigues da silva

Inventario é o fruto do curso Dobras de Si – quarta edição, porém a vontade de fazer um livro é antiga, o que faltava era o tema e a motivação. Confrontar Chronos e amansar Kairós. Então parti para um relato pessoal, onde o leitor abre o livro como abre um diário e vai descobrindo os segredos do autor. Trata-se do relato de minha trajetória de vida pautada por decisões muito bem pensadas atrás de um objetivo: estabilidade.

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Livro para visualização em PDF →

Especificações Técnicas:
O livro foi impresso em papel Alta Alvura 180g
Tem 20×25 cm
Letras utilizadas: Epson1, Bradley Hand e montagem do título com courier new
Guardas em color plus 180g preto
Capa em papelão 2 mm não revestido
Título feito com estêncil e tinta preta de xilogravura
Costura aparente com barbante branco
Impressão feita na Compulaser Gráfica e Editora Ltda
Edição, encadernação e impressão do título com estêncil feita pelo autor.

Sobre o autor:
Edilson Rodrigues da Silva nasceu em Barueri-SP e vive em São Paulo-SP, estudou em escola pública, fez colégio técnico em metalurgia, estudou inglês, encadernação, processamento de dados, tapeçaria, edição de livros, se formou no bacharelado de fotografia, fez piano por 1 ano para saber que música não é uma de suas habilidades. Hoje sua principal profissão é Análise de Sistemas, mas atua também como encadernador e editor independente de livros.

devir
Christiane Hoffrichter
Parar de repente, desconectar fisicamente, demarcar área de sobrevivência. Um certo período me fortaleceu. Me permiti uma imersão profunda. Procurei pela minha essência, que por natureza deveria ser livre. Refleti. Superei o tempo. Me autorizei a experiência da ressignificação, da redescoberta. A vontade, a coragem e a liberdade estavam dentro de mim. E estavam no meu olhar, no meu sentir, na minha mão. O processo criativo se desenvolveu na experimentação de papel fotográfico adesivado transparente, impresso com jato de tinta, submerso na piscina. Em contato com a água, as tintas frescas diluíram, se misturaram ou desapareceram com o tempo. O papel úmido permitiu a mistura das cores dentro e fora da água. A junção de alguns testes, criou uma pilha de papel molhado a ser descartada. Ao levantar estas folhas, a última aderiu ao piso e revelou uma imagem única, de um novo ser…
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Apresentação do projeto (PDF) →

Especificações Técnicas:
– Tamanho 175 x 100mm
– Encadernação copta folha solta com cordão encerado de 1mm
– 17 imagens impressas com jato de tinta em filme adesivo transparente Off Paper 150g/m²
– 17 folhas duplas de filme poliéster cristal Mylar 100microns
– Tipologia Maiandra
– Impresso e encadernado pela artista em seu ateliê, em 2022, na cidade de Curitiba, PR, Brasil

Sobre a autora:
Fotógrafa e Artista Visual, a visão para mim, é o mais belo dos sentidos. Encontro minha verdadeira identidade, ao ter tempo, liberdade, espontaneidade. Em meus trabalhos busco o ato da contemplação, que me permite enxergar a beleza que só é visível quando há espaço no tempo para se desenvolver. Tenho comigo a frase do fotógrafo Ernst Haas, “Nós vemos o que conhecemos, até sabermos quem somos, então vemos o que sentimos”.
Formada pela FAAP em design gráfico e artes plásticas em São Paulo, retomei a fotografia intensamente desde 2012 em Curitiba. Aprecio a fotografia como uma arte de expressão e como parte integrante de um processo artístico. Expus, por convite e por editais de convocatórias, alguns de meus trabalhos, de 2014 a 2022.

www.christianehoffrichter.com.br
@christiane.hoffrichter

NOSTALGIA
Renata Danicek
A pequena mala de verniz e couro foi trazida por minha mãe em 1949 para se casar com meu pai que já tinha vindo para o Brasil em 1947, da então Checoslováquia. Ambos vieram para se instalar no Brasil na esperança de uma vida melhor, uma vez que seu país de origem passava por fase difícil do pós guerra. Ao sair de casa, disse minha mãe a minha avó: “Mãe estou indo para o Brasil mas devo voltar daqui a uns 2 anos.” E minha mãe voltou 20 anos depois para rever sua família… O sentimento que surge é a nostalgia, uma profunda tristeza por saudades do afastamento de uma terra natal, incutindo um sentimento melancólico com a lembrança de bons tempos. A catarse para este projeto foi libertar sensações guardadas do passado com um sentido de preservar essas memórias. Com a responsabilidade e o desejo de manter este legado vivo, me lancei a realizar este projeto. Não queria guardar esta herança preciosa somente na memória, mas fazer com que fosse materializada e compartilhada.
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Especificações técnicas:
1. Vários fólios manufaturados com papel Vergé 90 gr e 180gr, papel vegetal 60gr, Canson 180g, texturizado 120gr e amarrados com fitas coloridas na cor da bandeira de Republica Tcheca.
2. Os fólios são acondicionados em 3 caixas Solander com estrutura em papelão Horlie revestidas em papel StarPlus nas cores azul, vermelho e branco, com gravação em hot stamping prata, com os dizeres: Nostalgia I, II e III

Sobre a autora:
Renata Danicek é artista visual experimental, desenvolve sua linguagem de diversas formas sempre pesquisando materiais diferentes para aplicação em seu trabalho. Com formação em Economia e Língua Inglesa, frequentou cursos livres na Faap, Escola Panamericana de Arte, Livro de Artista com Fabiola Notari, Atelier de gravura Piratininga, Atelier Aux Tesselles aprivoiseés de Emilie Cannas e Shimera Mosaic Studio de Alessandra Caron em Paris e elaboração de mural com a mosaicista Fernanda Jaton em Brasília, Chicago Mosaic School em Chicago atelier com Sue Giannotti, e Pós graduação em História da Arte e Práticas Artísticas Contemporâneas na Faap, Grupo de Estudos de Narrativas Visuais e o Fotolivro com Eder Ribeiro. Atualmente esta cursando Pós graduação em Fotografia na Escola Panamericana de Arte. Participa de exposições e mostras de arte.

Composteira de afetos
Pérola Pessoa
Este livro é o registro do processo do fim de um relacionamento não-monogâmico, transcentrado, entre pessoas não brancas e neurodivergentes que moraram juntas e tiveram planos de ter uma cria. Os escritos se alternam em poemas e escritos confessionais de diário/correspondência — com pitadas de reflexões astrológicas de acordo com o trânsito astral. As três etapas da compostagem — decomposição, bioestabilização e humificação — e o resultado — composto líquido — estão no teor dos escritos que foram agrupados em dois pacotes. As fotos são registros desse não namoro, cliques que não tinham intenção de ser publicados.
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Escritos do livro (PDF) →

Sobre a autora:
Meu nome é Pérola Pessoa, sou uma travesti não-binária – atendo pelos pronomes ela/dela -, e me identifico como não branca. Sou do Recife, visse? Multiartista, poeta/escritora, formada em Letras pela UFPE e tenho o sonho de viver de arte e literatura. Trabalho com autopublicação artesanal e livros de artista. Além da artesania, da preparação textual e da revisão, quero me profissionalizar em edição. Também sou astróloga. Minhas investigações artísticas se enveredam pelas fronteiras das intersecções artísticas, as muitas formas de se expressar entre o visual e o literário, portanto, pretendo me debruçar sobre as fronteiras do livro de artista além do códex e outras linguagens visuais para compor as narrativas e as poéticas. O Tempo, O Espaço como portal de Cura e os Afetos são temas que intenciono investigar.

Em busca das cores esquecidas
Panso

Em busca das Cores Esquecidas é uma pesquisa que faço com plantas tintureiras. Aqui
trago impressões botânicas usando apenas as cores contidas em folhas, flores e cascas
que foram colhidas em meu quintal no bairro do Riacho Doce, Maceió – Alagoas.

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Apresentação do projeto (PDF) →

Especificações Técnicas:
Livro artesanal com técnicas de impressão manual.
Impressões botânicas em papéis de aquarela 120g, 180g e 300g.
Impressão textual em papel pólen 90g.
Tipografia: Courier New
Costura: Yamato Toji com linha de algodão
Capa e título: produzidos com carimbos feitos em neolite.
Impresso, montagem e edição: Atelier Casa da Floresta

Sobre o autor:
Olá! Sou Jaymerson Lima, mais conhecido como Panso, Multiartista, pesquisador em processos artesanais de impressão e tintureiro, curioso por natureza. Estudei Comunicação pela Federal de Alagoas mas sempre trabalhei com narrativas visuais por meio das artes gráficas e da fotografia. Em 2018 fundei o @ateliercasadafloresta um atelier criativo onde desenvolvo pesquisa nas mais diversas linguagens das artes visuais. No atelier também produzo meus próprios pigmentos através de plantas e minerais. Faço Livros utilizando das mais diversas linguagens das artes gráficas com carimbos, gravura, serigrafia e outras técnicas com o objetivo de ter autonomia de produção e processos. Já participei de vários salões de fotografia aqui em alagoas. Com projetos aprovados em editais aqui no estado e nacionalmente. Agora em 2022, realizamos um projeto contemplado na funarte intitulado Cores da Resistência onde pude atuar como educador popular levando curso de tinturaria artesanal por meio das plantas tintureiras para comunidade de agricultoras sem terra em União dos Palmares – que é parte dessa minha pesquisa contínua intitulada “Em Busca das Cores Esquecidas”.

POEMA(d)OBRA
Cláudia Lyrio

A ideia do livro POEMA(d)OBRA partiu da escuta. Ao tomar contato com os diversos vocábulos que compõem o universo do livro de artista, dobraduras e encadernação, percebi que muitos termos se repetiam e iam criando uma musicalidade. Ligada às palavras, à Literatura e às Artes, pensei realizar um pequeno poema visual mostrando essa musicalidade. O modelo do Franklin Fold me pareceu o que mais evidenciava o jogo das dobras, isto é, da relação que as páginas estabelecem umas com as outras, de modo que letras e sílabas poderiam interagir num movimento ritmado de construção e desconstrução de palavras. O texto do poema busca pensar a obra como algo vivo, desdobrável materialmente e internamente, para aquele que lê, vê, manipula e que dali pode tirar, além das palavras propostas, outras que seu vocabulário encontrar. Toda obra é múltipla, nos transforma tanto quanto é transformada por nós.

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Apresentação do projeto (PDF) →

Especificações Técnicas:

Projeto artesanal realizado a partir de gravação em placas de linóleo
Entintamento com tinta preta Speedball
Papel do miolo: markatto 120g
Papel da sobrecapa: color plus 180g
Papel dos detalhes em vermelho: color plus 180g
Cadarço preto encerado com dois pedacinhos de couro amarrado nas pontas
Local: Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro/RJ
Tiragem:1 prova de artista e 06 exemplares

Sobre a autora:
Cláudia Lyrio é artista visual natural do Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. A ideia do ciclo da vida, seja de matéria humana, animal, vegetal, mineral, escrita, inclusive da vida da própria obra, sustém seu processo artístico. Desenvolve trabalhos híbridos de pintura, desenho e grafismo, instalações, objetos, gravura e livros de artista. Graduada em Pintura e Letras (UFRJ), é Mestre em Literatura (UFRJ) e Especializada em História da Arte e Arquitetura no Brasil (PUC-Rio). Em 2019, realizou a individual Redesenhando a Paisagem, no Museu de Artes de Blumenau- MAB, projeto selecionado pelo edital de exposições do MAB, Santa Catarina. Participou de várias exposições coletivas e foi selecionada para diversos salões.

TRIBO LUMINESCENTE
Mari Gemma

Tribo Luminescente representa a narrativa de uma cidade informacional, onde sua cartografia é baseada em dados correndo em bytes na velocidade da luz e apresentando fragmentos de informação, que pensamos constituir a realidade do todo pelo olhar da parte. Resulta da “ação antropofágica” sobre o poema “Dia da Cidade” de Wladimir Dias-Pino (Cuiabá, 1948), época em que nasceu o Intensivismo, que se propunha a libertar o poema do alfabeto e das palavras, colocando a imagem na poesia como vocábulo e superando o Modernismo, que chegou tardiamente em Mato Grosso.
Em 2022, são 100 anos de influência do modernismo e 300 anos do descobrimento das lavras do Sutil, onde havia abundante ouro de aluvião, que promoveu o crescimento do arraial do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.
Tribo Luminescente tem menos interesse pelo sentido ou pela forma final da poesia. Aqui o poema só acontece nos cruzamentos ou hibridização das palavras com as imagens nas rotas traçadas pelo espectador, em constante transformação, sem conclusão. É apresentado no formato de sanfona para que todas as páginas do livro possam ser abertas ao mesmo tempo ou não e ser lido/visto “em pé ou deitado” sobre uma mesa ou nas mãos do espectador, percorrendo os caminhos da luz. As palavras se (des)encontram propondo outros nexos de narrativa, complementadas pelas indicações numéricas relacionadas à tábua de palavras, encontrada como encarte na capa, que se abre frente ao desenlace de fitas, anunciando um espetáculo por vir.

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Apresentação do projeto (PDF) →

Especificações Técnicas:

Autopublicação: Cuiabá, MT. 2022.
Fotografias, poema, edição, texto, projeto gráfico:
Mari Gemma De La Cruz
Miolo sanfona (164,8 cm): Couchê 210g
32 páginas (10,2 x 15,3 cm) impressas em offset com laminação
Capa: Paraná 1010g e Color Set 100 g
Fonte: MV Boli

Sobre a autora:
Artista visual desde 2016 quando aos 50 anos inicia na fotografia. Vive em Cuiabá (MT), há 33 anos, onde desenvolveu um olhar que define ser ‘biopsicosoocioambiental’. Tem realizado trabalhos com autorretrato, fotoperformance, poesia visual e intervenção em espaços urbanos ou naturais com temas que têm profundas raízes emocionais, ligados ao feminismo e às questões ambientais. Recebeu premiações, realizou diversas exposições nacionais e internacionais. Publicou em revistas e livros.

www.marigemma.com
@marigemma.art

Onde as palavras não alcançam
Ana Leal

Onde as palavras não alcançam é um diário visual autobiográfico onde uso a fotografia para responder a questões existenciais. Acima de tudo, a obra fala sobre: efemeridade, fragilidade, finitude e beleza. As imagens são registros de meus sentimentos e sensações, mostrando uma interligação implícita entre as coisas mais banais e profundas da vida. Um mergulho profundo no autoconhecimento e um lembrete de como as condições em que existimos são frágeis, vulneráveis, mas ainda assim belas.

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Apresentação do projeto (PDF) →
Imagens do livro (PDF) →

Especificações Técnicas:
Tamanho fechado : 20 cm x 14 cm
Número de páginas : 55
Capa : papel fine art Hahnemühle Willian Turner 310 gsm com impressão jato de tinta à base d’água com pigmento mineral.
Miolo : Papel Pólen 90gr.

Sobre a autora:
Nascida no Nordeste do Brasil e radicada em São Paulo, Ana Leal é uma artista que trabalha principal-mente com fotografia, considerando-a uma ferramenta tanto para retratar quanto para fugir da realidade.
Inspirada nas tradições minimalistas e nos pintores impressionistas, suas imagens resultam simples, ge-ométricas e muitas vezes abstratas. Ela considera seu trabalho autobiográfico e essas abstrações podem ser vistas como autorretratos. Fotografando a maior parte do tempo com lentes de 50 mm, ela captura imagens que observa, encena ou edita para convidar os espectadores a entrar em seus labirintos internos. Este é o uso da câmera para envolver, refletir e compartilhar sensações e sentimentos, é a melhor maneira que ela encontrou de ultrapassar os limites da fotografia transformando-a em um diário visual.
Leal é vencedora do Gold Award no Tokyo International Foto Awards 2020 e do 15º Julia Margaret Cameron Award, ambos na categoria abstrata. Ela também recebeu Medalha de Bronze no ND Awards 2021 e Menção Honrosa no IPA 2021, Rotterdam Photo 2021, Prix de La Photographie Paris 2019 e The 15th Pollux Awards. Completou seu Master of Fine Arts na Miami International University of Arts and Design (2018), e o Curso de Fotografia Profissional da Escola Pan-americana em São Paulo (2013).

www.analealphotography.com

sobre

Sobre o curso Dobras de Si

Dobras de Si é um curso livre de livro de artista, 100% online, que oferece orientação para a concepção de obras poéticas individuais no formato de livros, além de uma exposição coletiva virtual e presencial.

É orientado por Estela Vilela e Ana Francotti, além da participação de convidados de diferentes áreas do livro. É planejado de forma a oferecer uma série de recursos práticos e teóricos, dentro de um cronograma projetado para nutrir a realização de trabalhos autorais que utilizem o livro como suporte.

Sua próxima edição está prevista para o segundo semestre de 2022, caso tenha interesse em participar, preencha nosso formulário, e conheça também o site da última edição.

Acompanhe as novidades pelo Instagram @dobrasdesi.