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IMPERMANÊNCIAs

Adriana Rosa
Fabiana Grassano
Germana de Araujo
Giba Gomes
Heloísa de Melo
Leila Rachel 
Luiza Martins 
Mayara Maluceli
peter O sagae
Rossana Di Munno
Suryara
Thyana Hacla

Impermanências

Esta exposição traz um tema comum, a impermanência, contudo a singularidade é chave para entender os trabalhos em conjunto. A vontade realizada na força de se colocar no mundo é o que encanta de imediato em cada um dos livros. Encanta e ensina, provoca, chama para a reflexão. Cada maneira particular de tratar o tema é um convite para atravessar um portal.

Nós aqui do outro lado, munidas de muitas incertezas e dúvidas, projetamos a realização desta exposição virtual como finalização do curso online Dobras de Si, realizado no segundo semestre de 2020. E, como não poderia ser diferente, com a ubiquidade da pandemia nas nossas vidas e no jeito de nos relacionarmos, desde os menores detalhes do dia a dia até as grandes decisões, tudo, em certa medida, ficou alterado numa espécie de suspensão do tempo.

E assim começamos o curso com mais perguntas do que respostas: Como seria falar do sentido da fibra do papel, das dobras e da costura sem poder tocar no papel? e o que falar, então, das experimentações gráficas? ou sobre a viscosidade da tinta para o linóleo ou fazer um desenho vazado para o estêncil?

Como quem ganha um presente, recebemos os participantes bastante abertos e dispostos a experimentar algo diferente, o que, em contato com a dinâmica de estímulos do curso, promoveu um exercício muito bonito de amadurecimento do processo autoral que, em alguns momentos, não foi fácil nem confortável, em outros, instigante e surpreendente.

Um certo mergulho para dentro de si e, paradoxalmente, compartilhado nos encontros online, promoveu a integração e uma colaboração muito grande dentro do grupo, permitindo um volume enorme de trocas e a motivação de seguirem até o final com os seus projetos individuais.

Muito da beleza natural dos trabalhos da exposição se deve a essa sinergia que aconteceu entre todos os participantes e que certamente irá acompanhá-los como uma conquista desse grupo em  trabalhos futuros.

Aprendemos muito com essa experiência e principalmente com a turma. No meio de tantas surpresas, um aprendizado chama a atenção: existe um importante poder no encontro de singularidades disponíveis, que não deve ser ignorado.

Agradecemos, emocionadas, a cumplicidade de cada um dos participantes na realização desse trabalho tão bonito, nesse tempo tão desafiador.

Estela Vilela e Ana Francotti
– dezembro de 2020

Lives com os artistas participantes da exposição:
→ Instagram @dobrasdesi
07/12 segunda-feira
18:30h – Mayara Maluceli
19:10h – Luiza Martins
08/12 terça-feira
18:30h – Germana Gonçalves
19:10h – Leila Rachel
09/12 quarta-feira
18:30 – Fabiana Grassano
19:10 – Heloisa de Melo
10/12 quinta-feira
18:30h – Giba Gomes
19:10h – Suryara
12/12 sábado
18:30h – Thyana Hacla
19:10h – Adriana Rosa
13/12 domingo
18:30h – Rossana Di Munno
19:10h – Peter O Sagae

Conversas com convidados especiais:
→ Canal Youtube Dobras de Si
15/12 terça-feira – 18:30h – Gabriela Irigoyen
16/12 quarta-feira – 18:30h – Ana Elisa Ribeiro 
17/12 quinta-feira – 18:30h – Wallison Gontijo (Impressões de Minas)

Livros

Nos becos da Lapa
Adriana Rosa

O projeto NOS BECOS DA LAPA surgiu de uma grande necessidade de registrar o cotidiano de São Paulo e extrair poesia do caos e das aparentes contradições. Encontrar beleza no caos paulista não é uma atividade tão impossível para minha mente inquieta de arquiteta, artista visual e fotógrafa.
Vivo o cinza paulistano com a certeza que São Paulo é a cidade mais colorida desse planeta. Como eu digo, Sampa é Poesia Urbana, a terra das impermanências, o paraíso das coisas excêntricas, das cores e dos amores.

Assista ao vídeo:
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Especificações técnicas:
Postais:
Formato aberto 21 x 14,8 cm.
Formato fechado 10,5 x 14,8 cm.
Impressão em papel marfim 240 g/m2 com laminação fosca.
Caixa em triplex revestida com papel alto alvura 90 g/m2, impressão digital.

Conheça a artista:
Adriana Rosa é arquiteta, artista visual e designer. Natural da cidade de São Paulo, graduada em Arquitetura pela Faculdade de Belas Artes, Artes Visuais pela Universidade Paulista e Pós Graduada em Comunicação pela ESPM. Atualmente cursa disciplinas do mestrado em artes visuais nas unidades da FAU, ECA, MAC – USP. Idealizadora do projeto Poesia Urbana que surgiu de uma grande necessidade de registrar o cotidiano de São Paulo e encontrar beleza no caos paulista através das artes, da fotografia e dos livros de artista. Atualmente se dedica ao estúdio Color and Joy, desenvolvendo trabalhos nas áreas de estamparia e design autoral.

Genealogia Imaginada
Fabiana Grassano

GENEALOGIA IMAGINADA recebe esse nome por ser uma reconstrução de uma formação familiar através da estrutura do livro.
O livro apresenta as fotos em sua íntegra (frente e verso), entremeadas por palavras; vestígios de outros tempos transportados para estas páginas.
A estrutura do livro foi construída de forma bilateral, proporcionando iniciar por ambas as extremidades, como os troncos de nossos antecessores em nossas árvores genealógicas, convergindo o encontro dessas famílias no centro do livro. Este livro remete a um álbum de fotografias, composto por rastros de memórias reconhecíveis na temporalidade presente em suas páginas e dobras.

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Especificações técnicas:
Formato fechado 10 x 10 cm.
Miolo composto com 7 lâminas em papel off white 80 g/m2 e 8 lâminas em papel vegetal 90 g/m2.
Impressão jato de tinta.
Encadernação Crown Book em papel Color Plus preto 80 g/m2.
Capa dura revestida com papel off white 80 g/m2.

Conheça a artista:
Produtora editorial, designer, professora e apaixonada pelos livros, por dentro e por fora. Seus formatos e desdobramentos, sua narrativa tridimensional são alimentos para minha alma. Vivo buscando novos caminhos e possibilidades na construção dos mesmos, e esse projeto, Dobras de si, me proporcionou um mergulho nos livros dentro de mim.

Livro corpo aberto
Germana de Araujo

LIVRO CORPO ABERTO aborda a exposição direta, ou franca, de uma pessoa. Em estrutura de bandeiras, o livro propõe uma reflexão sobre a relação da atitude franca com tornar-se frágil diante do outro. Releva-se que a nossa exposição com franqueza gera uma verdade que afeta a percepção do outro sobre nós. A obra também propõe o debate acerca do quanto conseguimos expor da nossa verdade. Certamente, a depender da audiência, aspectos sobre nós não são revelados, alguns ficam parcialmente cobertos e outros totalmente invisíveis. Certo é que apenas fragmentos de nós são possíveis de serem acessados, e a compreensão do que somos é mais complexa do que conseguimos expor, mesmo quando apostamos na franqueza.

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Especificações técnicas:
Formato fechado 10 x 20 cm.
Formato aberto 20 x 60 cm.
Gravura com matriz de madeira sobre papel pergaminho vegetal 230 g/m2.
Capa dura, revestida com papel artesanal 150 g/m2.
Encadernação Interlocking loops.

Conheça a artista:
Germana Gonçalves de Araujo é professora do Departamento de Artes Visuais e Design – DAVD/UFS. Formada em Desenho Industrial pela UFPB (2000), tornou-se doutora pelo Programa Multidisciplinar em Cultura e Sociedade – Pós-Cultura da UFBA (2013). Em 2011, torna-se coordenadora gráfica da Editora UFS. Em 2012 recebeu o Prêmio Aloísio Magalhães da Fundação Biblioteca Nacional pelo projeto gráfico de sua obra “Bonita Maria do Capitão”. Em 2018 recebeu o 2º Lugar no 33º Prêmio do Museu da Casa Brasileira com a obra “Cândido de Faria: um ilustrador sergipano das artes aplicadas”. Apaixonada por livros, se envolve com a produção editorial desde criança. A partir da participação do curso Dobras de Si, turma “vinte vinte”, insere o fazer e pensar acerca do Livro de Artista nos estudos acadêmicos e práticas artísticas.

00:50’:54”
Giba Gomes

São 56 retratos. Cada um representa um óbito por Covid-19, no Brasil, em 29/07/2020, durante 50 minutos e 54 segundos.
Este projeto nasceu a partir da estrutura do livro. A primeira coisa que aprendi, durante a pandemia, foi a montagem da estrutura flagbook. Ficou o desejo de realizar um projeto para este formato, e agora concretizei. A técnica é foi ponta seca gravada em pvc e acetato, impressas sobre papel Canson Mi Teintes 160g. É um procedimento rápido, barato. Na impressão que deixo uma grande carga de tinta, que permanece como uma veladura, uma indefinição da imagem, que me parece adequada. Para o fundo e as capas preparei texturas e hachuras, com a mesma técnica. Projeto pensado e realizado durante a pandemia.

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Especificações técnicas:
Formato fechado 13 x 16 cm.
Formato aberto 13 x 42 cm.
Miolo e capa dura: Gravura ponta seca sobre PVC e acetato.
Impressão sobre papel Canson Mi-teintes, colados sobre cartão duplex.
Encadernação Flag Book.

Conheça o artista:
Sou o Gilberto, mas sempre Giba. Assino Giba Gomes. Sou paulistano, arquiteto e artista visual. Trabalho com artes visuais desde a década de 1970, quando aprendi gravura (metal, xilo, monotipia) em suas várias formas e procedimentos. Me formei arquiteto em 1979 e desde então misturo a arquitetura e as artes visuais. Fui mais artista algumas vezes e mais arquiteto outras. Desde os anos 2000 fico (quase) exclusivamente com as artes. Criei a Gráfica Cabeluda (@graficacabeluda), com a intenção de participar de feiras de publicadores independentes com um nome comercial. Também gerencio um grande ateliê colaborativo (@naUapixana), que me toma quase todo tempo útil. Gosto de retratar gente, gente em risco, gente que sofre violência, o sexo, as pseudociências.

Afluentes P[h]óton-gráficos
Heloísa de Melo

Um livro de artista é uma provocação… Isto não é uma apresentação, é um processo que se desdobra em muitos meios, um acúmulo de experiências gráficas: desenhos, objetos, recortes, coletas, cianotipias, poemas, etc. guardadas em pastas, e depois impressas de um scanner, foto(n)copiados. Ainda uso edição digital, como mais um processo Gráfico rebelde e caótico, que mistura teoria do caos, tempo, e espaço. Espaços de um livro físico, dobrando-se como objeto, trazendo à tona, labirintos de imagens
A – F- L-U-E-N-T-E-S
“Afluentes” segue formando, performando percursos de si. Um atravessamento de processos e afetos, por isso imerso em impermanências.

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Especificações técnicas:
Caixas em cianotipia sobre papel markatto concetto.
Dimensões 8 x 8 x 1 cm.
Livros dobradura com foto-scanner e edição digital em papéis variados.

Conheça a artista:
Heloísa Silva, professora, artista visual, designer gráfica, interessada pelo gráfico, gravura, processos fotográficos: cianotipia, goma bicromatada, etc.

EU AQUI AGORA VOCÊ
Leila Rachel

EU AQUI AGORA VOCÊ é um livro sobre a impermanência da língua. É composto por 10 cartões que se dobram e desdobram infinitamente, acondicionados em uma caixa mostruário. A depender de como são manipulados, os cartões revelam poemas construídos em primeira pessoa. Um “eu” enuncia e fica para o leitor a tarefa de buscar quem está falando: o sujeito-objeto quase revelado entre os recortes que aparecem e desaparecem; o próprio leitor; a autora; quem sabe, o próprio papel.

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Especificações técnicas:
Caixa mostruário em papel Duplicolor 180 g/m2.
Dimensões 11,5 x 15 X 3 cm.
10 cartões com dobra infinita em papel AP 270 g/m2.
Dimensões 10,5 x 14,8 cm.

Conheça a artista:
Sou professora de Linguística no curso de Letras-Libras da Universidade Federal do Piauí. Doutora em Linguística Aplicada (UFMG) e Mestra em Letras (UFPI). Nascida em Caxias (MA) e adultecida em Teresina (PI). Alguns pés na Linguística e mais outros na Literatura.

O eu que mora em mim
Luiza Martins

O livro e jogo de cartas O EU QUE MORA EM MIM: CRUPIÊ POÉTICO (IM)PESSOAL propõe uma submersão no universo de palavras e imagens que ganham sentido quando são articulados poeticamente pelos jogadores que assumem a posição de Crupiês. A meta é justamente construir encontros poéticos entre as cartas e a única regra é permitir que o amorfo se forme. Vence o Crupiê que melhor mergulhar entre as combinações de palavras, imagens, cores e sentidos.

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Especificações técnicas:
Dimensões da caixa: 7,5 x 13 x 2 cm.
Arte impressa sobre papel cartão com fechamento magnético.
Formato das cartas: 7 x 13 cm. 
Impressão digital sobre PVC.

Conheça a artista:
Mestra em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG, se dedica a pesquisar as relações estabelecidas entre o universo publicitário e a arte contemporânea. Graduada em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas e em Letras com ênfase em Edição pela UFMG, é Pós-graduada em Processos Criativos em Palavra e Imagem pelo IEC – PUC Minas e especialista em Linguagem, Tecnologia e Ensino pela UFMG. É professora universitária, redatora e já trabalhou como copywriter, produzindo textos específicos para o ambiente digital. Além disso, frequenta as aulas de aquarela e costuma participar de cursos com foco na criação literária. Sua grande vocação profissional (e emocional) é perceber a relação criativa entre palavras e imagens.

ISTO NÃO É UM LIVRO
Mayara Maluceli

ISTO NÃO É UM LIVRO é uma espécie de dicionário ou uma mini-enciclopédia sobre o livro, com um ligeiro detalhe editorial: as definições dos verbetes não estão em ordem alfabética. A publicação utiliza a própria anatomia do livro para incluir os significados, então, o enunciado sobre a “capa” estará na capa do livro; o da “orelha” será encontrada na orelha. A brincadeira faz com que o leitor seja instigado a ler da cabeça ao pé, do prefácio ao posfácio, da cinta ao colofão, sem pular uma nota de rodapé.

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Especificações técnicas:
Códice formato fechado de 9,5 x 13,5 cm.
Capa dura com costura aparente.
72 páginas, mais de 40 verbetes.

Conheça a artista:
Recifense que vive em São Paulo. Formada em Jornalismo, acabou se embrenhando na fotografia e no vídeo como ferramentas de trabalho. Também se arrisca como educadora e artista gráfica. Atualmente, se dedica à Banca Vermelha, uma livraria de publicações independentes feitas por mulheres.

AUDISSEIA
Peter O Sagae

Livro dentro do livro, texto-objeto ou poema-sequência? Páginas de tamanhos variados abraçam o caderno central, evocando as ondas do roxo mar, e o branco então se apresenta como palco ou embarcação, já não sabemos. O que se vê é a palavra se abrindo no espaço gráfico, coreográfico, cinematográfico, desfazendo-se e compondo novas palavras, onde toda a letra é traço e fonema, desenho e silêncio, resíduo, ruído, ser, espécie de sereia sem serifas e serva de nossas mitologias. Como as letras se configuram, cantam e voam sobre a tela e o papel?

Assista ao vídeo:
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Especificações técnicas:
Capa 15,2 x 20 cm em couchê 300 g/m2.
Caderno central com 11 x 15 cm em couchê texturizado Wood Grain.
Impressão digital.
Costura à mão.

Conheça o artista:
PETER O SAGAE é formado em Audiovisual, mestre e doutor em Letras pela USP, tendo sido roteirista e diretor de programas, pesquisando as relações da voz com o texto literário através do rádio e, após, o intercâmbio da palavra com a imagem nos livros de literatura infantil, a partir de bases semióticas. Atuou no ensino superior e também na área editorial, além de participar no júri do Prêmio Brasília, Barco a Vapor e Jabuti, em diversas ocasiões.
Manteve o portal Dobras da Leitura (2000-2012) e o curso-oficina Escrever para Crianças (2014- 2019), passando a dedicar-se mais à produção de livros artesanais, em parceria com a designer e ilustradora Suryara, no coletivo 2 no Telhado. Neste pandêmico ano de 2020, começou a resenhar livros para o Clube de Leitura Quindim e estudar o livro de artista através do curso Dobras de Si.
Tem publicado os livros Bartolo Burtopelo (2016), Uma noite para João (2017, Seleção Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio), Ah! Essa eu sabia (2018), A árvore dos livros de imagem (2018), Um dia, o diabo aprende (2018), entre outros.

Está passando aqui na sua rua
Rossana Di Munno

A cidade é o que nutre meu trabalho. Presa na quarentena, percebi que poderia deixar que a rua entrasse em casa, já que não poderia sair. E ela entra pelo som, que eu pretensiosamente passei a chamar de poesia sonora. Poesia ruim que anuncia ovos, doces, queijos, pamonhas e produtos de limpeza. Selecionei 6 áudios e tentei por meio das dobras fazer uma representação visual de uma narrativa sonora popular.
ESTÁ PASSANDO AQUI NA SUA RUA é minha publicação do ano pandêmico de 2020, pensada e produzida durante o Dobras de Si e traz a trilha sonora que me acompanha nesse interminável período de distanciamento social.

Assista ao vídeo:
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Especificações técnicas:
Pocket Accordion feito com papel de outdoor.
Formato 10,5 x 11 x 1 cm.
Carrega 6 objetos dobráveis em papéis variados.

Conheça a artista:
Rossana Di Munno é artista visual. Publica pra viajar e viaja pra publicar pela Borogodó, sua editora independente.

Vídeo que complementa a apresentação do projeto:

Queimamos
Suryara

É um livro sobre a devastação ambiental e as recentes queimadas no Brasil, assim como a angústia gerada pelas fotos publicadas sobre esses eventos.
O livro expressa esse sentimento no título QUEIMAMOS e o reforça com furos nas páginas, abertos por ferro de solda, em imagens dos biomas brasileiros. Apesar dos sentimentos negativos do tema, o miolo é construído em papel semente, como um motivo de esperança e convite à ação direta de plantar algo, mesmo que simbolicamente.

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Especificações técnicas:
Formato fechado: 14,5 x 14,5 cm.
Formato aberto: 14,5 x 27,5 cm.
Capa flexível em papel AP 240 g/m2.
Impressão digital.
Miolo em papel semente artesanal (camomila) 150 g/m2 com impressão jato de tinta.
Papel Color Plus preto 80 g/m2 entre as folhas em papel semente.
Furo feito com agulhão e ferro de solda.
Costura à mão.

Conheça a artista:
Suryara é formada em Design Gráfico pela UFG e mestre em Artes pela UFMG. Se dedica à ilustração desde 2010, criando imagens para livros, revistas e jornais além de cenários para estúdios de animação. Desenvolve também, em parceria com o escritor e poeta Peter O Sagae, um trabalho com publicações independentes no coletivo 2 no Telhado onde se aventura pela encadernação, recortes de papel e escrita autoral.

Vídeo que complementa a apresentação do projeto:

Lunação
Thyana Hacla

Nesse livro de artista, dia e noite percorrem as páginas, as dobras internas desenham as fases da lua, enquanto o texto corre ao pé da página. As palavras seguem um fluxo de pensamento, dispostas em uma linha contínua que tenta atravessar as páginas, no entanto se quebra e modifica-se a cada dobra. O livro é composto por 13 luas e suas fases, simbolizando a dança cósmica do transcorrer de um ano. O período entre duas luas novas consecutivas é chamado de Lunação, o que dá nome ao livro.

Assista ao vídeo:
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Especificações técnicas:
Luva 13,02 x 17 x 1,8 cm.
Livro formato fechado 13 x 7,5 cm.
Papel Canson 180 g/m2.
Nanquim e pastel seco.
Texto manuscrito com caneta de bambu (pena quadrada).

Conheça a artista:
Thyana Hacla é artista visual e escritora, natural de Campinas-SP.Graduada em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestranda em Estudos de Linguagens pelo programa de Pós Graduação do curso de letras do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Atualmente reside em Belo Horizonte, cidade onde nasceu o projeto de experimentação gráfica PHONTE88, idealizado em parceria com a artista Circe Clingert. Em suas obras a artista investiga a relação entre palavra e imagem, buscando tecer diálogos entre artes visuais e literatura. Sua poética é atravessada por temas intimistas, ligados ao corpo, a memória, o feminino e os ciclos naturais, tendo como recorrência a busca por um olhar onírico sobre o mundo, onde os limites de realidade e ficção tornam-se turvos, e o mágico pode manifestar-se no cotidiano. Como pesquisadora  dedica-se aos estudos relacionados ao universo das publicações independentes e livros de artista, assim como temas ligados às múltiplas linguagens artísticas.

Sobre

Sobre o curso Dobras de Si

Dobras de Si é um curso livre de livro de artista, 100% online, que oferece orientação para a concepção de obras poéticas individuais no formato de livros, além de uma exposição coletiva.

É orientado por Estela Vilela e Ana Francotti, além da participação de convidados de diferentes áreas. É planejado de forma a oferecer uma série de recursos práticos e teóricos, dentro de um cronograma projetado para nutrir a realização de trabalhos autorais que utilizem o livro como suporte.

Sua segunda edição está prevista para o primeiro semestre de 2021, caso tenha interesse em participar, preencha nosso formulário, ou conheça o site da edição 2020.

Acompanhe as novidades pelo Instagram @dobrasdesi.